sábado, 18 de agosto de 2012

DEIXE A PRAIA COMO GOSTARIA DE A ENCONTRAR



Hoje fui à praia! Não é nada de mais ir á praia num dia de verão. É o que a maioria dos portugueses que não estejam a trabalhar fazem. Então porquê falar sobre o assunto?

Um dia de praia pressupõe apanhar sol, mergulhar em águas mais ou menos límpidas, mais ou menos profundas…

Acontece que hoje, logo hoje que decidi ir até á praia, o dia amanheceu enevoado. O sol teimava em não aparecer e o nevoeiro cobria as águas. Os barcos ancorados na baía de Cascais não eram visíveis se não a poucos metros de distância… No entanto, se o dia não estava propriamente adequado a banhos de sol, encontrava-se propicio para um passeio à beira mar e para a tomada de fotografias. Os bancos de nevoeiro que encobriam o Tejo facultavam uma visão quase mítica dos barcos aí ancorados. Os banhistas que àquela hora se encontravam na praia quase pareciam figuras de um filme de suspense. Irreais. Envoltos numa nuvem de mistério propicia a divagações.

À medida que a manhã avançava também o nevoeiro parecia avançar e dissipar-se. Ficaram algumas imagens. Poucas e de fraca qualidade pois a máquina não era a mais adequada. Ficou uma sensação de querer mais. Mais manhãs como esta. Mais sensações envoltas em mistério. Mais nevoeiro.

Mas ficou também outra imagem. A imagem que surgiu com o desvanecer do nevoeiro e que revelou um Tejo onde as pessoas se divertem em praias sem as necessárias condições de salubridade. Onde as areias não são limpas com a acuidade que deveriam. Em que os banhistas, mesmo aqueles que reclamam da falta de higiene, da quantidade de beatas, papeis ou plásticos espalhados pelo chão, são os mesmos que no final de um dia de praia não se preocupam em juntar o lixo que eles mesmos provocaram e tirá-lo da praia. Coloca-lo nos caixotes apropriados e deixar a areia como gostariam de encontrar. Em que esses mesmos banhistas, que reclamam a necessidade das praias serem vigiadas e de cada uma ter pelo menos um nadador salvador, são os mesmos que não hesitam em mergulhar independentemente da cor da bandeira hasteada. Independentemente das condições de visibilidade ou salubridade das águas. Independentemente dos conselhos dos banhistas…

As condições das nossas praias nem sempre são as mais adequadas. É verdade! Mas sempre que pensarmos em ir à praia seria bom que, mentalmente, visionássemos um cartaz que me ocorre deveria estar à entrada de todas as praias.

DEIXE A PRAIA COMO GOSTARIA DE A ENCONTRAR

AA

18-08-2012