segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tempo...





Nem era pelo tempo, esse sabia que tinha passado. Estavam ali os filhos e os netos que não a deixavam esquecer …

Não era pelo tempo, esse sabia que tinha mudado. Estavam lá as rugas, os papos por baixo dos olhos que a faziam envelhecer…

Não era pelo tempo, esse sabia que não espera por ninguém. Os amigos desaparecidos e os familiares falecidos eram prova evidente que que  o tempo não para…

Não era pelo tempo, esse passava, mudava e não esperava por ninguém…

Passava para todos de igual modo!

Sem ter em atenção quem atingia!

Sem esperar por quem quer que fosse.

Rico, pobre. Feliz ou infeliz. Casado, solteiro, viúvo ou divorciado, o tempo inclemente nada havia poupado…

Não era pelo tempo, esse segue o seu destino.

Era por ela.

Apenas por ela que sofria…

O tempo passara, mudara e ela…

Ficara à espera!

Não pode culpar o tempo por este não ter esperado.

Não pode culpar o tempo por este ter continuado…

Não pode culpar o tempo por ter envelhecido.

Não pode culpar o tempo por tanto ter sofrido.

O que apenas pode fazer

É agradecer ao tempo….

...por continuar a viver!



AA

01-10-2012

Sem comentários:

Enviar um comentário