domingo, 25 de novembro de 2012

Dia cinzento...



O cinzento invade o dia. E como cinzento que é invade a ternura, a alegria, a saudade! O cinzento impera por toda a parte! 

Não há chuva nem sol. Não há forma de ver o horizonte. Não há passado. Não há futuro…

Tudo se limita à existência de um muro. Palpável. Medível. Mesurável… Um muro que alicerça a existência. Que isola. Que marca a diferença.

Não há chuva nem sol. Não há saída ou ternura. Não há sentimentos. Não há loucura… 

Só esquecimento. Tudo parece desaparecer. Perder efeito ou sentido. Tudo se isola do mundo. Tudo se torna escondido…

Não há chuva nem sol. Não há visibilidade aparente. Não há sombras. Não há escuridão. Não há fugas... Não há perdão…

Apenas melancolia. A tristeza da noite que não sendo noite não consegue ser dia...

Não há chuva nem sol. Não há sons. Não há silêncio. Não há vontade de falar. De gritar ou de calar…

Fica a espera. O desejo que o cinzento se esbata. Que a vida encontre uma saída. Que saia… bata com a porta!

Não há chuva nem sol. Não há saída ou precipício. Não há quedas. Não há hospício…

A espera torna-se loucura… Espera pela luz. Espera pela escuridão… definam o dia! Deem-lhe uma razão!


AA
25-nov-2012

Sem comentários:

Enviar um comentário