quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia de todos os santos... dia da saudade...


A 01 de novembro é celebrado pela igreja católica como o dia de todos os santos. De todos os mártires conhecidos ou não. A mesma igreja católica celebra no dia seguinte, 02 de novembro, o dia de finados. O dia em que recordamos os nossos mortos. Os nossos entes queridos. Aqueles que partiram e nos deixaram saudade. As homenagens sucedem-se pelos cemitérios, igrejas, locais de culto...

As homenagens mais sentidas são por vezes mais discretas. Não necessitamos de nos deslocar a nenhum desses lugares para recordarmos aqueles que nos ficaram na lembrança. Não necessitamos de exteriorizar com flores, com cerimónias, com oferendas… apenas lembramos! Lembramos os que partiram e que deixaram uma marca profunda no nosso coração. Lembramos os que, mesmo quando não deixam marca, já não estão connosco. Mas esta exteriorização é precisa. É necessária. Funciona como uma exteriorização de sentimentos. Como uma exorcização da saudade. Da dor da perda..

Sendo o dia 01 de novembro feriado, é por excelência o dia em que famílias, mais ou menos enlutadas, acorrem aos cemitérios e cobrem de flores as campas dos que já cá não estão. Em que mostram ao mundo que afinal o sentimento ainda existe. A recordação não as abandonou e, com esses simples gestos de carinho e saudade, pretendem manter a seu lado. Na sua memória. No seu coração…

Este é o último feriado que, em Portugal, é celebrado no dia que serve de homenagem, não só aos santos como por antecipação, a todos os que partiram. O dia da saudade. Da dor, mas também da libertação. Libertação de uma dor que por vezes é tão grande que não cabe no peito…

Este é o último dia reservado a isso mesmo! A reviver a saudade dos que partiram. A exorcizar a dor dos que nos deixaram…

As contingências governamentais não se compadecem com a dor. Com a saudade. Com o sentimento. Com a perda.

E por isso, ou talvez por isso, para o ano teremos que encontrar novos meios de exteriorizar esta saudade. Esta perda. Esta dor… Teremos que festejar os santos… Teremos que recordar os mortos, não nos cemitérios. Não nas igrejas. Não nos locais de culto, mas…

a trabalhar!...

AA
01-11-2012

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