domingo, 2 de dezembro de 2012

Continuar a viver



Pensar que estou feliz incomoda!

Não deveria sentir-me feliz num mundo cheio de problemas. De dificuldades. De coisas não resolvidas. De miséria. De fome. De desemprego…

Não deveria sentir-me feliz quando à minha volta a tristeza impera. A desilusão parece ser uma constante.

Não deveria sentir-me feliz quando alguém ao meu lado chora!

Quando alguém tem frio e não tem o que vestir.

Quando alguém tem fome e não tem o que comer.

Quando alguém quer trabalhar e não tem o que fazer. Um emprego para onde ir.

No entanto…

Se não me sentisse feliz por ser quem sou. Por ter o que tenho. Por não sentir as faltas que outros sentem… seria insensata! 

Ser feliz não é querer ter tudo. Não é desejar o inalcançável. Ser feliz é ter a capacidade de se contentar com aquilo que se tem, desejando ter sempre mais. Claro que desejar ter mais, alcançar mais é legítimo!

Claro que não nos podemos dar por satisfeitos apenas com aquilo que temos…

O desejo de mais. A insatisfação com o que já temos. Com o que já alcançamos é o que nos faz continuar. Progredir. Avançar...

Não me contento com o que tenho. Isso seria entregar-me à letargia. Parar… Como poderia prosseguir se não tivesse para onde ir? Objetivos a alcançar? Algo ainda para fazer?

Esse desejo por algo mais... Esse querer atingir novos objetivos. Seguir novos rumos, é o que me faz sentir feliz. 

O saber que ainda não atingi o último patamar. Que há mais que posso tentar. Que posso fazer. Que posso atingir, dá-me forças para continuar.

Afinal estou viva e estar viva significa viver. E viver significa continuar. Seguir em frente. Lutar por novas causas. Novos objetivos. Novos rumos…

Continuar, seguir em frente, lutar enquanto viver…

E continuar a crescer!...


 AA

02-dez.-2012

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