sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os nossos idosos...



Num país em que a população está cada vez mais envelhecida, em que o número de nascimentos tem tendência a diminuir e em que a esperança média de vida continua a aumentar, surge a necessidade de repensar as condições de vida dos nossos idosos.

Em Portugal a idade da reforma é, em média, aos sessenta e cindo anos. Profissões há em que são considerados outros limites, mas cinjo-me ao geral. Se considerarmos que as condições de vida têm melhorado nos últimos anos, um adulto que se reforme tem, se as condições monetárias assim o permitirem, uns anos em que pode, finalmente, usufruir de condições de vida que enquanto trabalhador lhe estavam vedadas.

Arte. Literatura. Viagens. São algumas das pequenas (ou grandes) aventuras a que se podem dedicar.

A nós, que ainda não atingimos esse patamar mas que temos a felicidade de ainda termos junto a nós os nossos pais ou avós, resta-nos contribuir para que atinjam a qualidade de vida que merecem. Quem não gostaria de poder proporcionar aos seus entes queridos tudo quanto gostariam de ter e merecem?

Há no entanto um momento em que, até mesmo estes pequenos (ou grandes) gostos, deixam de ser possíveis, dada a debilidade a que a idade e as doenças condicionam e que obrigam a que necessitem de acompanhamento.

Quem não gostaria de os ter consigo, os acompanhar neste processo sempre novo e muitas vezes tão debilitante que é envelhecer?

Infelizmente poucos são os que o conseguem fazer. O dia-a-dia, o trabalho e a situação financeira não são complacentes com situações de assistência, quer a crianças, quer à terceira idade que, com todas as inibições que lhe são caraterísticas, requerem cuidados especiais e especializados…

Se não conseguimos tê-los ao nosso lado, proporcionar-lhes a assistência que merecem, podemos, isso sim, procurar quem o faça por nós. Surgem aqui as instituições de assistência à terceira idade. Lares. Casas de Repouso. Centros de dia, são locais onde encontrarão, para além das condições que muitas vezes em casa não possuem, pessoal especializado. Pessoas disponíveis para os acolherem. Para lhes proporcionarem a assistência, as condições e o carinho que, de outro modo, não teriam.

Saber escolher uma instituição pode não ser uma tarefa fácil mas será por certo gratificante saber que há locais onde estes são bem acolhidos. Onde a assistência prestada é de qualidade e onde estes se sentem “em casa”.


AA

Dez.2012

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