domingo, 20 de janeiro de 2013

Mau tempo - vento forte



Mais uma vez o Instituto Nacional de Proteção Civil alertou para as condições de tempo adversas que se avizinhavam para o fim-de-semana. Mais uma vez foram aconselhadas medidas. Indicadas soluções. Alternativas. Cuidados a serem tomados. 

Vi na minha rua contentores de ecoponto deitados e presos com correntes. Deste modo evita-se que sejam arrastados pelo vento e a possibilidade de provocarem danos…

Há no entanto situações imprevisíveis. Inesperadas e para as quais nem sempre é fácil conseguir, depois, solução.

Durante toda a manhã de sábado e prolongando-se pela tarde, fui assistindo da minha janela à destruição, pela força do vento, do telhado de um prédio vizinho. 

Logo pela manhã alguém se encarregou de alertar os bombeiros para a situação. Chegados ao local, e ao ver a força com que as chapas de zinco “ondulavam” ao sabor do vento, referiram nada poder fazer. Era demasiado perigoso subir ao telhado para fazer o que quer que fosse.

Várias placas (ou chapas) se foram soltando e sendo atiradas pelo ar ao longo do dia. Felizmente ninguém foi atingido. Graças à intervenção atempada do morador que alertou os bombeiros, alguns carros foram deslocados para evitar acidentes. As placas caídas foram entretanto removidas e, com o acalmar do vento, o barulho ensurdecedor foi diminuindo.

Não houve camaras de televisão a mostrar o “acontecimento”. Não foi noticiado, contrariamente a outros acidentes ocorridos ontem. Alguns talvez de menor gravidade.

Aos moradores resta agora esperar que o tempo melhore. Rezar para que não chova, pois metade do telhado praticamente não existe. Os apartamentos, se já eram húmidos, passaram a ser molhados. 

Não sei se a Proteção Civil foi alertada. 

Não sei se solicitaram, ou vão solicitar, apoio para a reconstrução do telhado. 

Não sei se têm condições para promover a sua reconstrução. Sei que, para já, nada se pode fazer, tal o estado em que aquele ficou. Sei que, para já, as pessoas vão ter que viver em condições desagradáveis, a não ser que tenham alguma outra alternativa (que terá sempre inconvenientes pois significa sempre abandonarem as suas casas). 

Sei que, em situações como estas, nem sempre é fácil reconstruir.. 


AdelinAntunes
20-jan-2012 

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