segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Nem sempre é fácil



Começou há dias um novo ano. 

Um ano que se queria cheio de esperança. De saúde. De alegrias…

Nem sempre é fácil que tal aconteça. Sem querer falar de medidas de austeridade. Da troika ou do que quer que seja que aflige os portugueses em geral, o que vejo à minha volta é sofrimento.

Ainda não são sensíveis as possíveis medidas penalizadoras para todos nós que são preconizadas no Orçamento de Estado. Nas rádios. Nos jornais ou nas televisões.

Os aumentos dos preços ainda não afetam muito. Os cortes salariais ainda não começaram a ser sentidos…

Mas o que vejo são pessoas que sofrem. O medo do desemprego que se anuncia a curto prazo. Amores que acabaram com o final do ano. Mortes de familiares e entes queridos. Doenças… Desespero e solidão que agravam todas as situações e desestruturam as famílias mais estáveis.

Tenho medo de dizer que, para já, estou bem! Receio sorrir para um amigo e receber em troca uma lágrima! Não sei como reagir quando alguém com quem não falo há dias se me dirige, pois, na melhor das hipóteses vai dizer-me que está à espera de ficar desempregado. Que já perdeu o emprego ou então que um familiar querido se encontra com depressão.

A cada dia surgem novas dores. Novos sofrimentos. Novos desesperos… que nada têm a ver com a austeridade. Ou que têm tudo a ver. Que sei eu?

Há quem sofra por antecipação e há quem sofra porque já vivia com dificuldades. A estes a crise vai custar mais.

Àqueles que já era difícil conciliar a vida com o que ganham. Conseguir chegar ao fim do mês com orçamento que lhes permita ter o suficiente para comer. Àqueles que vivem com reformas que quase não chegam para sobreviver. Àqueles que há meses (ou anos) procuram emprego. Aqueles que estão doentes ou que têm entes queridos em estado crítico… gostava de transmitir uma mensagem de esperança. 

Gostava de poder dizer que tudo se vai compor. No entanto…

Nem sempre é fácil!

E porque nem sempre é fácil, gostaria de lhes poder dizer que acreditem! 

Que acreditem em si próprios. 

No seu valor. 

Na sua capacidade de resistência e de resolver situações.

É nos momentos difíceis que temos que acreditar em nós.

É quando as coisas correm mal que temos que as saber resolver.

É quando tudo parece desabar à nossa volta que temos que conseguir forças para continuar.

Nem sempre é fácil.

Mas…

Não podemos desistir!


AdelinAntunes
15-jan-2013

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