terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Continuar



Paralelismos sintéticos de formas derrapantes cruzam-se no oceano distante e supérfluo

Não adianta querer viver um sonho eterno quando as noites não nos deixam dormir.

Para quê sonhar? Para quê acordar?

Não gostam as ondas que andam no mar a sofrer de voltar. Mas voltam!

As origens de tudo o qua as faz sofrer diz-lhes que é assim que tem que ser.

De nada vale dizer que não

De nada adianta não querer partir. Não querer voltar, ficar… e esperar

Imagens de sonhos que vão e que voltam não querem dizer quanto sofrem

Não querem saber de que adianta ficar. Para que serve partir. Mas partem

... pela vontade de voltar

Silogismos diversos fazem-nos querer ficar sem ter que partir. Sem ter que pensar. Sem ter que decidir

De que parte do universo procuramos sair? Para que parte queremos voltar?

Muito nos espera sem que saibamos onde procurar. Muito teremos ainda que enfrentar…

Para chegar àquela parte incerta que não nos deixa voltar. Que nos impede de sair. Que nos faz continuar

E voltar.

Sinergias distantes, transparentes como a eternidade… não são verdade

Não basta querer ficar. Não chega querer partir. 

Apenas continuar, lutar, sofrer, sonhar…

E viver!


AdelinAntunes
19-fev-2013

Sem comentários:

Enviar um comentário