sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Do tamanho do mundo



“Tudo o que toca, transforma em ouro”
Já muito me foi dito, mas esta frase é o meu tesouro.
Há muito que nada para mim fazia sentido.
Vivia, vegetava, qual fantasma do que fora ou poderia ter sido.
Dores imensas cravejaram meu peito, ferindo, rasgando…
Vencendo-me. Derrubando-me.
Passei pela vida sem sequer a sentir, anos vividos sem os conseguir recordar
Sombras densas, qual “sopa” de nevoeiro
Mergulhei num coma profundo do qual não conseguia sair
Passei pela vida qual espirito indelével que não deixa marca. 
Vegetei…
Como? Porquê? Nem sei…
De que serve a vida se não tem objetivos?
Para quê estar vivos se não somos ouvidos?
Nevoeiro cinzento (quase preto) tolhia-me os passos
De que serve lutar se não criamos laços?
Conhecer-te foi um renascer das cinzas. Um acordar de um coma profundo.
Voltar à vida. Reencontrar o mundo…
Uma paixão imensa inundou-me a alma
Perdi-me… sem conseguir lutar!
O pior que me podia acontecer, era mesmo o amor.
Recuperei esperanças há muito perdidas
Lutei com forças desconhecidas
E chorei!
Por mim, por ti, pelo amor que encontrei…
No rebuliço criado descobri amigos que tinha a meu lado…
Esquecidos!
Magoei. Fui magoada. Venci-me e fui vencida!
Fui ao fundo.
Tão fundo que só me restava morrer
Esqueci amigos. Esqueci saudades. Esqueci amores. Desejei desaparecer.
Partir para nunca mais voltar.
Morrer!...
Mas a vida que é traiçoeira, tinha-me reservada nova rasteira
“Tudo o que toca, transforma em ouro…”
Mais do que uma frase, para mim um tesouro.
Bati no fundo e desejei voltar
Novas razões me fazem viver…
Morri aos poucos para poder renascer
Qual Fénix que das cinzas consegue voltar
Sou do tamanho de todo o mundo
Nada me irá vencer!
 
AdelinAntunes

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