sábado, 23 de fevereiro de 2013

Envelhecer ativo



Em criança traçamos objetivos: Crescer. Ser grande. Ser adulto! 

Os sonhos multiplicam-se e os ídolos e modelos a seguir são uma constante. Queremos ser como este ou aquele personagem das histórias que nos leem. Que lemos. Que vamos conhecendo por contacto direto ou indireto. 

Com o tempo deparamo-nos com obstáculos. Colecionando dores, sentimentos, amores e desamores. Crescemos e a idade dos porquês é substituída pela das incertezas. A incerteza de que caminho escolher. Qual o curso a seguir. Se vamos ou não conseguir “aquele emprego”, se a pessoa de quem gostamos nos corresponde. Qual o nosso futuro. Qual o futuro dos nossos filhos…

Num instante nos vemos na casa dos cinquenta. Dos sessenta. Dos setenta. Daí para a frente a vida ganha novas incertezas. Novos problemas. Novas dificuldades.

O que até então fazíamos com facilidade começa a ser difícil. As ajudas que dispensávamos passam a ser necessárias. As incertezas que tivemos transformam-se em saudade. Viver deixa de ser uma aventura para se transformar em recordações.

A família há muito deixou de depender de nós para sermos nós a depender dela. Acomodamo-nos. Esperamos por dias que não chegam nunca. Fechamo-nos…

Não tem que ser assim. Viver é estar vivo. Connosco. Com o que fazemos e com quem nos rodeia. Saber viver é uma arte que se cultiva até ao último dia. Até ao último instante! Manter a mente aberta. Ativa. Sempre em constante exercício é fundamental. O exercício físico começa a ser difícil mas, por outro lado imprescindível. Parar não é alternativa. Com ou sem ajuda temos que continuar a mexer. Ativos. Não importa qual o tipo de exercício que se pratique, com recurso a que ajudas, desde que se mantenha o corpo em movimento. Cuidar do corpo e da saúde. Cuidar da alimentação. 

Não esquecer a parte fundamental que nos carateriza como seres humanos: tratar da mente! Uma mente ativa é que nos mantém lúcidos. Que nos garante qualidade de vida. Os métodos para o fazer podem, e devem, ser o mais variado possível. Não importa se frequentamos uma universidade para a terceira idade. Se ingressamos num curso prático (quem sabe se não é agora que vamos aprender a fazer aquelas pequenas obras de arte que sempre nos atraíram mas para as quais nunca tivemos tempo?). Ler. Fazer palavras cruzadas ou resolver exercícios de sudoku… Aprender a lidar com computadores e aceder à internet.

Uma das maiores carências a nível da população que atualmente se encontra nesta faixa etária é a iliteracia informática! Mexer num computador ainda é quase tabu. Adquirir conhecimentos nesta área abre um mundo de novas possibilidades. O contacto com aquele familiar que se encontra algures no estrangeiro. Conhecer pessoas com gostos idênticos que vivem num outro continente. Aprender sobre jardinagem. Ourivesaria. Conhecer o nosso património, tão vasto e tão pouco conhecido…

O método para se manter ativo é subjetivo. Não importa qual. Afinal viver é estar vivo e estar vivo significa lutar por nós. Pelo nosso bem-estar. Pela nossa sanidade física e mental. Se a primeira não for completamente possível… lutemos pela segunda! Hoje e sempre. Até ao último suspiro!


Adelina Antunes
23-fev-2013

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