sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Não esperes por mim



As estrelas não dormem, não descansam,  gritam!
Cuidados perdidos na escuridão dos tempos perscrutam os medos
Invadem segredos perdidos
Não fogem, não se afastam. Ficam ao lado dos incautos… escondidos
Brumas de tempos há muito idos, vão e voltam
Sim, eu sei que não são sentidos
Que passam com todos os cuidados dos desavindos. Não ficam. Não permanecem
Passam…
Desassossegados
As certezas de outrora desapareceram
As manhãs de aurora, feneceram
Bem podes dizer que hão-de voltar, eu sei! Sim, também têm o seu valor
Na amplitude do tempo tudo pode ser medido
Na escuridão da noite até as brumas perdem o sentido
E fogem. Param. Recuam perante a escuridão.
Não digas que me avisaste. Eu sei! Sim, disseste-me que parasse
Que sentisse o medo que pairava no ar. Que descontinuasse …
Disse-te que sim
Que iria evitar as Brumas de Avalon.
Riste! Lembras-te? Riste com prazer
As brumas não fazem sofrer disseste! Mas sim, deves evitá-las. Ultrapassá-las talvez
Nos escombros dos sentidos prometeste acompanhar-me. Tirar-me os medos.
E acreditei! Oh sim, como acreditei!
A música ganhou novas cores. Os sons novos odores. E fugimos
Pela imensidão de sons estridentes… sorrimos
Corremos pela noite escavando segredos.
A cada novo som criávamos uma nova imagem
As brumas sorriam à nossa passagem. Ninguém nos viu!
 Embalados ao som de sombras grotescas que nos acompanhavam
Ficamos juntos enquanto sonhávamos…
Sim! Conseguimos alcançar o luar que se afastava a galope
Interrompemos o seu destemido trote e voamos pelas ondas do mar.
Navegamos em estrelas brilhantes que nos fizeram cintilar…
Não esperes por mim…
 
AdelinAntunes

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