segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Para sempre



O tempo não espera.
A variante infinita pela qual se orienta não se compadece com sentimentos
As coisas não são o que eram ou deveriam ter sido.
Não há como evitar o sucedido. Passado. Remorsos. Saudades.
Da ternura dos dias que não são o que eram, ficou o eco
Grotesco. Discreto…
Sombra de tudo o que entretanto vivemos…
Saudade que pretende fazer recordar a ternura passada e a que irá sobrevir.
Sem pressas. Sem esquecer!
Almas aflitas empreendem buscas minuciosas percorrendo caminhos tortuosos.
Circundam dias. Semanas. Meses passados.
Para trás…
Como se buscassem algo há muito perdido.
Como se quisessem ser sem saber o sentido
Não basta dizer que sofremos
Não chega dizer que amamos
Constantemente somos postos á prova num mundo indiferente
Sem sentimentos e isento de esperança
De nada vale almejar
De nada serve sentir
Esperanças ultrapassadas travam lutas sem quartel
Sem esperança. Sem valor.
De que adianta a ternura? A esperança? O amor?
De que adiantam os sentidos que acabam por ser ignorados
Proibidos. Massacrados?
Num mundo obscuro em que apenas restam sombras
Difusas. Cinzentas. Obtusas.
De que serve dizer: amo-te! Qual o sentido da ternura?
Para que proferir palavras de amor? De esperança? De ternura ou de dor?
Não espero ser compreendida no meio de toda esta loucura
Não pretendo ser amada. Não mais receber ternura
As sombras dispersas em teus pensamentos fazem-me sofrer
Congelam a vida. Congelam sentimentos
Fazem-me regredir a um mundo distante em que tudo era belo
Em que o amor era permitido. Louvado. Sentido
E no meio do nada, sinto um grito surgir
De mim para ti, para o mundo me ouvir
Não desistas. Segue em frente
Luta para que o amor… seja para sempre!
 
Adelina Antunes

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