domingo, 7 de abril de 2013

E se...



E se a felicidade não passar de uma quimera de jogos que nos fazem jogar pela vida fora na esperança de um futuro que se apresenta sempre incerto?

E se o amor não passar de pequenas fantasias para entreter e fazer passar o tempo?

E se a amizade não for verdadeira? Não passar de um jogo de interesses que cada um manipula a seu bel-prazer apenas com o intuito de obter o que quer?

E se o mundo, tal como o conhecemos, não for um lugar para se viver?

E se apenas esperarmos poder alcançar o inalcançável para descobrir que afinal não é isso que queremos? Não é isso que desejamos?

E se o futuro for uma invenção de quem tem saudades do passado mas que não se sente capaz de encarar o presente?

Em que é que a nossa vida muda?

Alteraremos a nossa maneira de ser?

De pensar? 

De estar no mundo, encarar a esperança e dignificar o que consideramos estar certo?

E se tudo não passar de uma ilusão?

De tempo perdido porque mal passado. De dias sombrios sem saber que caminho tomar?

De decisões erradas. Que nos fazem pensar que nada somos. Que nada fizemos que mereça olhar para trás?

De caminhos percorridos sem sentido. Sem razão de ser. De tempo perdido sem saber o que dele fazer?

E se nos fizerem ver que nada vale a pena?

Que não existimos? 

Que apenas estamos aqui. Num lugar sem futuro nem passado. Sem opções nem alternativas?

Que, independentemente das opções que tomarmos. Dos caminhos que escolhermos. Das amizades ou amores que encontrarmos… Nada seremos?

Teremos capacidade para mudar?

Forças para continuar?



Adelina Antunes
07-04-2013

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