terça-feira, 23 de abril de 2013

Prisioneiro



Prisioneiro do teu próprio destino, esperas desesperadamente a abertura de uma porta por onde possas sair.

De uma janela por onde consigas alcançar o céu. As estrelas!

Esperas e nessa espera perdes-te e perdes a esperança de ser feliz

Não encontras portas. Não encontras saídas

E nessa busca desesperada por soluções

Esqueces-te de que está nas tuas mãos abrir uma porta! Uma janela. Um ponto de partida que ao mesmo tempo seja um porto de chegada!

Prisioneiro de tempo, esperas em vão que este avance.

Cansas-te numa busca imperfeita, por não ter sentido. 

Todas as portas se abrem para o mesmo lado. Um lado que permite que estas girem sobre si mesmas.

Todas as janelas deixam passar a luz. Ainda que filtrada. Ainda eu por entre cortinas, persianas ou portadas. 

Todas têm um efeito limitador. Opressivo. De não deixar passar.

Todas pretendem proteger-nos quando o que fazem, na maioria dos casos, é prender-nos.

Há que saber o sentido da porta. O lado para onde empurrar e depois…

Um pequeno toque e esta irá abrir. Deixar entrar o sol. 

Deixar-te sair.

Procura ver o que está camuflado. Qual a fechadura, as dobradiças, como abrem e para que lado.

Tenta deixar-te levar no sentido do vento. Deixar-te transportar 

Tenta! 

Vais ver que vale a pena sair…

Encontrar o sol e conseguir sorrir!



Adelina Antunes
24-abril-2013

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