domingo, 7 de abril de 2013

Recomeçar de novo



Nem sempre as coisas são o que desejaríamos. Nem sempre conseguimos alcançar o que queremos. Nem sempre somos capazes de fazer felizes aqueles que amamos.

Por vezes a vida pode ser cruel. Sonhos e alegrias podem ser desfeitos sem que sequer demos por isso. Vidas construídas desfazem-se. Desmoronam perante os nossos olhos e nada podemos fazer se não assistir.

Por vezes é-nos dada uma segunda oportunidade. Compete-nos a nós reconhecê-la e aceitá-la. Mas nem sempre nos apercebemos de que a vida nos proporciona uma segunda oportunidade. A revolta que sentimos por perder tudo o que tínhamos cega-nos. Impede-nos de ver o que de novo surge no nosso horizonte. E desesperamos. Desistimos. Sentimo-nos miseráveis e incapazes de continuar. E culpamos!

Culpamo-nos a nós próprios por termos chegado onde chegamos. Culpamos os outros porque não nos alertaram e nos deixaram afundar. Culpamos a vida por ser ingrata para connosco. Culpamos Deus e o mundo por se voltarem contra nós.

Por vezes precisamos que outros nos façam ver que ainda há futuro. Que a esperança ainda não morreu. Que é possível voltar a reconstruir, não o que tínhamos e que nos foi tirado, mas uma vida. Um futuro. Uma nova esperança.

Mas nem sempre há alguém capaz de nos mostrar isso. Nem sempre há alguém capaz de nos lançar a mão. Nem sempre quem está próximo sente que pode ser a luz que precisamos ao fundo de um túnel do qual não conseguimos sair. 

O desespero é cada vez mais patente em quem passa por situações como estas. E surgem os roubos. Os suicídios. Os homicídios…

Por vezes surge alguém quando menos se espera. Alguém capaz de nos ajudar a compreender e aceitar estas situações desesperantes. A encarar a vida e a reconhecer novas oportunidades. A amparar-nos nos momentos mais difíceis e complicados. 

Nessas alturas devemos ter a capacidade de reconhecer. De aceitar. De entender e, acima de tudo, de lutar por esta nova vida. Por este novo começo. Afinal, ainda há esperança nos homens. Ainda há quem seja capaz de atos altruístas. Quem, por muito pouco que possa fazer, nos acompanha em cada recomeço. Nos dá a mão. Fica ao nosso lado, para o melhor e, o mais importante, para o pior!



Adelina Antunes
07-abril-2013

Sem comentários:

Enviar um comentário