terça-feira, 28 de maio de 2013

Quero sentir



Quero sentir-me alguém mas não consigo

Procuro dentro de mim mas nada há para encontrar

Procuro-me junto a ti e nada consigo ver

Talvez porque nada exista que, de facto, tenha valor

Talvez porque afinal eu nada tenha para dar

Procuro…

E nesta procura incessante, perco-me a cada instante

Nada há para procurar

Nada que possa encontrar

Procuro o que não existe

O que nunca teve valor.

No entanto insisto em procurar

Insisto em querer ver…, encontrar.

Para quê?

se só em fantasia a minha existência é possível

se não existo, se nada sou, se ninguém me vê?

Para quê?

Diz-me que pare de me procurar

Diz-me que o futuro não existe e nada há que eu possa fazer

Diz-me que desista

Diz-me que me deixe morrer!



Adelina Antunes
28-maio-2013

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