quinta-feira, 13 de junho de 2013

Depois do silêncio



Depois do silêncio em que se mergulhou por tanto tempo

Há maneira de sair impune?

De retomar a luz sem ferimentos de alma?

Encontrar um caminho, uma planície calma?

Depois das trevas e da falta de luz

Há maneira de reagir sem dor?

Encontrar as estrelas, seguir um destino sem medo ou receio de poder voltar?

A luz que aparenta dar vida e dar cor

Será ela também uma fonte de amor?

Seguir as estrelas, o sol e a lua

Será uma hipótese a considerar?

Procurar caminhos há muito escondidos

Não é uma porta mais para se ferir?

Uma luz que surge e começa a brilhar

Pode servir apenas para fazer sofrer?

Sair do silêncio e não mais voltar

Uma esperança, um alento que se deve agarrar

Sair do silêncio, não só por sair

Mas porque se tem meios de lá mais não voltar.




Adelina Antunes
12-junho-2013

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