sábado, 21 de setembro de 2013

Se sou feliz?... tem dias!



Palavras ditas quase por acaso que transmitem mais do que possa parecer. 

Quem te vir, quem te conheça, quem te olhe no fundo dos olhos, vai reparar que esses dias são cada vez menos. 

Que a felicidade é algo por que neste momento não estás a passar. 

Esses dias, de felicidade, são cada vez mais uma lembrança. Uma busca. Uma missão que teimas em não largar, mas que não consegues abraçar.

O que te dá essa tristeza? Essa mágoa que ensombra o teu olhar e te faz sofrer? Que mistérios, misérias, sofrimentos ou tormentos encobrem teus dias? 

Qual o motivo que te prende ao passado e te impede de viver o presente sem pensar no futuro? 

A vida é o hoje! O ontem é passado e o amanhã não existe! Por mais que o tentes alcançar, nunca o vais obter! 

Vive a vida como se não houvesse amanhã!

Sê feliz!

Agarra cada momento como se fosse o último e se pensares no amanhã lembra-te que quando o alcançares o hoje já é ontem e o amanhã continua inatingível pois passou a ser hoje!

Vive o amor! 

A paixão! 

A luz e a cor! 

Mas vive também as tristezas, as desilusões… 

São elas que no amanhã que em breve será hoje, te trarão a melancolia, as tristes recordações. Sem elas não terás termo de comparação que te permita saber o quanto amaste, o quanto sorriste e foste feliz! 

É apenas pesando na balança da memória os bons e os maus momentos que poderás dizer “Fui feliz”! 

Não tentes ser feliz hoje! Muito menos tentes ser feliz amanhã! 

A busca da felicidade ocupa-te o tempo e não te deixa ver que a tens nas tuas mãos. 

Que está ao teu lado! 

Com quem te ama. Com quem te acompanha nos bons e nos maus momentos. Com quem partilha contigo, não só as alegrias, mas também as tristezas, as brigas, os caprichos e as discussões…

Quando te perguntares se és feliz, faz a pergunta de outro modo...

Pergunta se foste feliz. Se pesando os dias passados encontras mais momentos de felicidade do que de sofrimento.

Se as recordações positivam que invadem a tua memória são superiores às negativas.

A vida é uma quimera e o que tínhamos ontem, hoje já perdemos e não o podemos querer ter amanhã. 

Não procures a felicidade. 

É tempo perdido.

Não tentes ser feliz.

Vive!

Amanhã, num desses amanhãs que não irás encontrar porque afinal se transformaram em hoje, olha para trás, para dentro de ti e vê…

Se tiveres vivido, aproveitado cada instante como se fosse o último, amado quem te ama como se fosse o único, se te tiveres deixado abraçar pela paixão que te invade, se a tiveres abraçado, cumprido, consumido… a balança do teu ser tenderá para o lado da felicidade!

Não vais poder dizer “sou feliz”. 

A felicidade atinge-se e perde-se em constante ondular. Vai e vem qual onda do mar. 

Não há felicidade eterna! O que há, o que temos e não devemos desaproveitar é uma vida. 

Uma única vida que temos que viver. 

E, o único momento em que realmente poderemos ser felizes, será ao morrer!

Quando olharmos para trás e virmos o que fomos, o que fizemos, quanto amamos e sofremos, mas conseguirmos ver também o amor que recebemos, as alegrias que proporcionamos, o sofrimento que causamos, a dor que provocamos…

Aí, se os bons momentos ultrapassarem os maus, se as recordações positivas forem superiores às negativas, por uns breves instantes antes de morrermos, poderemos ser felizes!

Poderemos ter a certeza que esse momento não nos abandona pois seremos nós a abandoná-lo! 

Não é felicidade eterna, mas é felicidade suprema, pois a partir daí não mais sofreremos…


AA
04-08-2012

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