domingo, 1 de dezembro de 2013

Pelo desporto até ao fim...


Manuel Carlos Mosso Fernandes
https://www.facebook.com/manuel.c.fernandes.10?hc_location=timeline


Todos temos uma ideia mais ou menos correcta, mais ou menos certa ou errada de que os desportistas são, clinicamente, muito bem acompanhados. Não será por acaso que grandes nomes da medicina estão directamente ligados ao desporto. No entanto continuamos a ser confrontados com notícias de que alguém morreu durante a prática do seu desporto de eleição. Sendo o futebol o desporto com maior visibilidade nacional é normal que seja nesse campo que estas situações são mais frequentemente conhecidas e, se nem sempre conhecemos o desportista, nunca deixamos de nos sentir consternados e lamentar mais uma perda.

Nos últimos dias várias foram as notícias de desportistas que pereceram em campo ou pouco depois de terminarem a sua prática desportiva. Várias as vozes que se levantaram para os homenagear, para comentar as situações, para questionar a assistência e o acompanhamento médicos que teriam ou que deveriam ter tido.

A situação económica que o país atravessa tem servido para que o governo tome medidas restritivas em muitos campos nomeadamente na protecção social e na assistência médica. Se nos clubes de elite, ou mesmo de média dimensão, essas restrições não afectam o modo como os desportistas são acompanhados, nos pequenos clubes, nos clubes amadores ou no que respeita aos desportistas ocasionais ou amadores, essas restrições poderão ser um factor de risco. Dizer quando ou quanto cada um, clube, desportista ou amante do desporto, será (ou poderá ser) afectado por estas situações não cabe no âmbito destas linhas…

Hoje de manhã fui confrontada com um pedido de amizade no Facebook. Nada de extraordinário não fosse o caso de ser de uma pessoa que tinha como amiga numa antiga página praticamente desactivada (praticamente porque ainda existe apesar de não a utilizar). Aceitei de imediato e deparei-me com a notícia do falecimento de um destes amantes do desporto…

Carlos, para quem o conhecia no futebol “Eusébio”!

Um amigo que comecei por conhecer no âmbito profissional. Desde o início mais do que um colega de trabalho, um amigo. Vi a alegria no seu rosto quando a sua situação profissional se alterou e conseguiu um vínculo à instituição que conhecia desde sempre pois que era quase uma casa de família. Ali tinha trabalhado a mãe, trabalhava o irmão e a filha. Outros familiares por ali passaram transformando-a numa extensão da casa familiar. E era assim que ele a via. Uma extensão da sua casa e da sua vida…

Um último sorriso. Um último cumprimento. A alegria de alguns comentários. Os desejos de um bom fim-de-semana, são algumas das recordações que deixou em muitos dos que com ele trabalhavam.

Um último jogo! Um último convívio….

Um coração que falha e que com ele leva o homem, o pai, o avô, o companheiro, o amigo …

Um último adeus…

E a saudade que invade todos quantos o conheciam. A recordação da sua alegria de viver. Do modo como sempre encarava as contrariedades. O trautear de um ou outro fado. O modo como era apaixonado pelo futebol…

Um abraço querido amigo! Acompanhaste-me quando dei os primeiros passos num dos meus sonhos. O lançamento do meu primeiro (e único, por enquanto) livro. Não te pude acompanhar neste que dizem ser o maior passo das nossas vidas no entanto não poderia deixar de te dizer adeus. Ou, como alguns dirão, até breve!

Adelina Antunes.
28-nov-2013

Sem comentários:

Enviar um comentário